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Aterro Sanitário: Vereadores discordam de Aeronáutica

A sessão, presidida pela vereadora Lucinha (PSDB), ouviu o Coronel Engenheiro Leonildo de Souza Silva, porta-voz do III Comar

Ao emitir novo parecer técnico hoje na Câmara (31/05), flexibilizando sua posição sobre a instalação do aterro sanitário em Paciência, Zona Oeste, o III Comando Aéreo Regional (III Comar) da Aeronáutica foi criticado pelos vereadores da Comissão Especial que estuda e investiga a localização do empreendimento que pode vir a receber de 10 toneladas/dia de resíduos produzidos pela cidade. A sessão, presidida pela vereadora Lucinha (PSDB), ouviu o Coronel Engenheiro Leonildo de Souza Silva, porta-voz do III Comar, que, diante de novas informações e justificativas apresentadas pela empresa Júlio Simões, disse não haver impedimentos à construção do aterro sanitário naquela área.

A posição do III Comar está condicionada ao novo estudo da Júlio Simões que oferece garantias de segurança às operações de vôo da Base Aérea de Santa Cruz. Lucinha discorda do militar por entender que a legislação não pode ser ignorada para dar sustentação ao empreendimento do aterro sanitário e, principalmente, haver um parecer técnico do Ibama contrário ao projeto enumerando uma série de falhas na análise sobre o impacto ambiental. Para a vereadora, "a verdade do relatório é mais importante e do ponto de vista institucional é mais forte em seu juízo".

O vereador Márcio Pacheco (PSC) afirmou que a questão é muito importante, envolvendo investimentos da ordem de R$ 1 bilhão, e não pode ser tratada de maneira simplória. Márcio indagou ao Cel. Leonildo Souza se a Aeronáutica havia feito inspeção local ou se limitara a analisar informações documentais. O militar disse que o III Comar havia se restringido apenas a uma analise documental.

O vereador Eliomar Coelho (PT) manifestou preocupação com o aterro sanitário, enfatizando que "o projeto deve apoiar-se em sua viabilidade técnica (se o empreendimento encontra-se adequado ao sistema viário existente para suportar uma elevada carga de transportes), viabilidade social (que impactos ambientais produzirá sobre os núcleos populacionais) e viabilidade econômica. E isso não está claro no projeto do aterro sanitário". Também participaram da audiência pública com intervenções o deputado estadual Luiz Paulo Correa da Rocha (PSDB), os vereadores Dr. Adelino Simões (PPS), Jerominho (PMDB) e Chiquinho Brazão (PMDB), além de representantes de ONGs contrários à localização do aterro sanitário.

Fonte: Sérgio Gramático, da Ascom/ CMRJ

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