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Zona Oeste do Rio ganhará mais 300 ônibus

Outros 200 ônibus estão previstos para entrar em operação nas duas primeiras semanas de janeiro


Terminal Rodoviário de Campo Grande

Vinte quatro linhas que estavam inoperantes no bairro começam a voltar a circular a partir do dia 27, em 107 novos carros. O reforço está no projeto da prefeitura para revitalizar a região que nos últimos anos assistiu a uma fuga de 10 mil passageiros dos coletivos para as vans piratas.

Outros 200 ônibus estão previstos para entrar em operação nas duas primeiras semanas de janeiro. Com foco na integração com trem e bicicletas, a Secretaria Municipal de Transportes anunciou que serão construídos dois terminais rodoviários, na Rua Lopes de Moura e o outro na Rua Álvaro Alberto.

O acréscimo de 60% nos ônibus em Santa Cruz é para que toda a frota que já operou na região volte à atividade. Atualmente, há 500 ônibus de 42 linhas no bairro onde moram 191.836 pessoas. A proposta é que, no ano que vem, 300 deles sejam substituídos por carros novos. Os itinerários retomados serão feitos por quatro empresas que já atuam no local: Expresso Pégaso, Zona Oeste, Jabour e Algarve (também conhecida como EVA).

Haverá uma mudança nos itinerários, que serão desviados do Centro do bairro, saturado com o trânsito intenso. Os ônibus vão circular em um trecho apenas da Rua Felipe Cardoso. Em compensação, as linhas vão circular pelas ruas Lemos e General Olímpico. Hoje à tarde, empresários das quatro viações que vão herdar as 24 linhas se reúnem para definir novas estratégias.

Entre os moradores, a novidade é vista como uma esperança para melhorar sua qualidade de vida. Foi por causa dos ônibus sempre lotados e da falta de opções que o estudante Vitor Mello, 15 anos, chegou a perder uma prova na escola. O adolescente, que estuda no Cefet, no Maracanã, reclama da pouca opção de linhas em Santa Cruz e das longas filas para ter acesso aos coletivos. Ele costuma pegar um ônibus até Coelho Neto e, de lá, segue de metrô para São Cristóvão.

O ideal seria um ônibus direto para o Maracanã ou para algum bairro perto. Toda manhã é um sofrimento para mim. As filas são enormes e o intervalo entre os ônibus também. Tive que pedir atestado médico quando perdi aula, por causa da falta de transporte. A verdade é que o serviço oferecido em Santa Cruz é péssimo", reclama ele.

Fonte: O Dia Online

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