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Santa Marta ficou sem postes, mas terá que pagar imposto em janeiro

Presidente da associação de moradores fala sobre os serviços de luz no morro e a nova taxa


Morro Santa Marta sem luz

Conhecer a topografia acidentada do Morro Santa Marta, em Botafogo, e ter um celular ou uma lanterna em mãos. Para quem chega à comunidade depois do pôr do sol, essas são as únicas formas de evitar quedas e chegar em casa com segurança, seguindo pelas vielas escuras. Desde que houve uma reestruturação na rede de energia da localidade, os moradores passaram a pagar suas contas regularmente à Light, mas perderam a iluminação que tinham nas vias — só há postes no acesso ao morro.

Se caminhar na penumbra já incomodava a comunidade, saber que, a partir de janeiro, ela terá que pagar uma taxa de R$ 2 por um serviço de que não usufrui gerou revolta.

— Vai ser um absurdo cobrar, se ninguém tem luz na rua. Parece o tempo da minha avó, quando tudo era escuro. Tiraram os postes de madeira antigos, mas até hoje não colocaram outros — queixa-se a vendedora Kátia Gonçalves, de 33 anos.

Aumento de consumo

Pelo acordo feito com a Light, os moradores pagariam R$ 15,55 pelo consumo de até 80 KW (faixa isenta de pagamento da Cosip) durante seis meses. Em janeiro de 2010, no entanto, haveria um acréscimo de 10KW no consumo, o que tornaria obrigatória a cobrança da taxa de R$ 2 (consumo superior a 80 KW e até 100KW), podendo chegar até R$ 3 (consumo superior a 100 KW e até 140 KW) ao longo do ano.

— O acordo previa um aumento de 10KW todo mês, a partir de janeiro, podendo chegar a 120KW, 140KW de consumo até o meio do ano, com contas de R$ 70 a R$ 80 — explica o presidente na Associação de Moradores do Santa Marta, José Mário Hilário.

Auxiliar de serviços gerais desempregada, Silvana Moreira, de 34 anos, diz que o pagamento de R$ 24 ou R$ 36 por ano fará diferença no orçamento da casa, onde vive com três filhos menores (de 7 meses, 2 e 14 anos) e um neto de 14 dias apenas com a renda do marido, que trabalha como repositor num supermercado:

— Com esse dinheiro poderia comprar coisas básicas, como leite e fraldas.


Veja os 34 vereadores que votaram a favor da taxa na segunda discussão:

Adilson Pires (PT)
Aloísio Freitas (DEM)
Aspásia Camargo (PV)
Bencardino (PRTB)
Chiquinho Brazão (PMDB)
Claudinho da Academia (PSDC)
Cristiano Girão (PMN)
Dr. Carlos Eduardo (PSB)
Dr. Fernando Morais (PR)
Dr. Gilberto (PTdoB)
Dr. Jairinho (PSC)
Dr. Jorge Manaia (PDT)
Elton Babu (PT)
Fausto Alves (PTB)
Ivanir de Mello (PP)
Marcio Pacheco (PSC)
João Mendes de Jesus (PRB)
Jorge Braz (PTdoB)
Jorge Felippe (PMDB)
Jorge Pereira (PTdoB)
Jorginho da SOS (DEM)
Leonel Brizolla Neto (PDT)
Liliam Sá (PR)
Luiz Carlos Ramos (sem partido)
Marcelo Piuí (PHS)
Nereide Pedregal (PDT)
Professor Uóston (PMDB)
Renato Moura (PTC)
Roberto Monteiro (PCdoB)
Rogério Bittar (PSB)
Rosa Fernandes (DEM)
S. Ferraz (PMDB)
Tânia Bastos (PRB)
Vera Lins (PP)

E apenas 12 vereadores votaram contra a taxa, também nasegunda discussão:

Alexandre Cerruti (DEM)
Andrea Gouvêa Vieira (PSDB)
Carlo Caiado (DEM)
Carlos Bolsonaro (PP)
Clarissa Garotinho (PR)
Eider Dantas (DEM)
Lucinha (PSDB)
Paulo Messina (PV)
Paulo Pinheiro (PPS)
Reimont (PT)
Teresa Bergher (PSDB)
Tio Carlos (DEM)

Fonte: Extra Online

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