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CPI da Michelin: A relatora, vereadora Lucinha, ouve depoimentos

Lucinha lembrou que a Michelin se comprometeu em desmembrar parte do seu terreno e doá-lo à Prefeitura, para construir um posto de saúde


Comissão ouve depoimento do secretário de saúde

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) formada pelos vereadores Dr. Jorge Manaia (presidente), Lucinha (relatora), Elton Babú, Professor Uóston e Eider Dantas - que apura as irregularidades quanto à execução do termo de compromisso assumido entre a empresa Michelin e a Prefeitura do Rio, para a instalação de um posto de saúde que deveria ser construído como contrapartida à construção da fábrica, em Campo Grande - ouviu o depoimento do secretário municipal de Saúde, Hans Dohmann, em audiência pública realizada na sexta-feira, 16 de abril, no auditório da Câmara do Rio.

Na reunião, os membros da Comissão destacaram a importância da construção de uma unidade de saúde no bairro, conforme estabelecido na proposta aprovada pela Câmara do Rio, em 15 março de 2005. Para o vereador Dr. Jorge Manaia, houve quebra do contrato assumido com o Município, com o que o secretário de Saúde concordou.

A relatora da CPI, vereadora Lucinha, lembrou ao secretário que a empresa se comprometeu em desmembrar parte de um de seus terrenos e doá-lo à Prefeitura, com a finalidade de construir no local um posto de saúde. A parlamentar informou ao secretário que o terreno deixará de existir com a duplicação da Estrada do Mato Alto, em Campo Grande. Além disso, a área tem um histórico de transbordamento, devido à sua localização ao lado do Rio Piraquê.

“As empresas querem isenção de taxas em diversas ocasiões e nada contribuem em benefício do Município” – declarou a vereadora Lucinha.

A relatora também informou que, em resposta à Comissão, o procurador da Michelin disse que o valor do investimento previsto pela empresa na construção foi de R$ 1.000.000, 00 (um milhão de reais) na época e hoje é aproximadamente R$ 1.600.000, 00 (um milhão e seiscentos mil reais). Segundo o secretário de Saúde, a construção de um posto de saúde, hoje chamado Clínica da Família, custa aproximadamente R$ 2.000.000, 00 (dois milhões de reais).

“Aí está o grande imbróglio, a empresa se recusa a gastar além dos valores informados e a unidade de saúde custa mais, enquanto isso o povo daquela região sofre com a falta do posto de Saúde”, destacou Lucinha.

Os vereadores solicitaram, ainda, ao secretário Hans Dohmann, a abertura de um processo administrativo para acompanhar as ações da empresa Michelin, em Campo Grande.

“Com as informações passadas ao secretário, conseguimos conscientizá-lo a tomar providências legais no sentido de que a imobilidade e o descumprimento do trato firmado pela Michelin com esta Casa de Leis e, consequentemente com a população do Rio, em especial da Zona Oeste, voltem a ser rigorosamente apurados, levando em conta que a referida e tão sonhada unidade de saúde venha a ser construída” – declarou o presidente da CPI, vereador Dr. Jorge Manaia.

Hoje, os membros da comissão se reúnem novamente às 14h, no auditório da Câmara do Rio, para ouvir os depoimentos do ex-secretário de Saúde, Ronaldo Cezar Coelho, e do Presidente da Sociedade Michelin de Participações, Indústria e Comércio Ltda., Jean Philippe Marie Ollier.

Fonte: Câmara de Vereadores

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